quarta-feira, 5 de março de 2008

Figurinha repetida.

Em um belo dia de verão, na tão bela gestão de nossa governadora Garotinha (rosinha) eis que surge uma brilhante idéia. Casas populares ao custo de R$30,00 por mês , ou seja, se o proprietário do imóvel guardasse R$1,00 por dia, a prestação do seu patrimônio estaria liquidada.Brilhante idéia, visto que, milhares de pessoas não possuem um lar para chamar de seu.

Final de 2006 e do mandato da Garotinha, a idéia começou a ser posta em prática. A área desocupada ,que margeava as tão conhecidas Rua do Buraco e Estrada Santa Maria, começou a sofrer uma transformação. Ali seriam implantadas as casas populares ao preço do pãozinho matinal. As obras começaram com um inevitável atraso, já comum no setor público. A verba que não chega, a licitação que não saía ,enfim. As 76 moradias começaram a ser erguidas em passos lentos.

2007 chegara e de carona viera o novo governador do Estado. Ah! As obras!Muito comum nas sucessões governamentais, as obras do antecessor político parecem não existir.E como a queridíssima Garotinha foi-se embora,(graças ao meu bom Deus) logicamente a verba tomaria o mesmo rumo.

Resultado: o plano brilhante foi abortado. A empreitera responsável pela construção, não pôde mais construir pois a verba pegou a estrada. 76 moradias construídas, 3 com telhado, mas, sem portas e janelas.O restante só no "esqueleto". Este era o raio x do plano brilhante, idealizado pela gestão garotiniana. Era, desde meados de 2007 até o início de 2008, mais precisamente no mês de fevereiro.
O sonho da casa própia ,agora, está abandonado na estrada Santa Maria esquina com a rua do buraco. A consequência do abandono foi a invasão da propriedade, por populares revoltados com a situação. A polícia intervem diariamente não deixando as famílias invadirem as moradias, mas não impediram a formação de um acampamento nas redondezas do empreendimento.
Desse modo, a situação continua estática. Nem as famílias desistem da investida , e nem a polícia desiste de intervir na investida. Uma grande prova de resistência começou por volta de um mês e parece estar longe do fim.
Fica a pergunta: Que fim tomará a situação? Qual o parecer final?

Pelo menos pode-se destacar um ponto positivo da situação. Há agora policiamento ostensivo na região, coisa que nunca houve.

Figurinha repetida nos programas de habitação essa tal invasão ,hein!