Em um belo dia de verão, na tão bela gestão de nossa governadora Garotinha (rosinha) eis que surge uma brilhante idéia. Casas populares ao custo de R$30,00 por mês , ou seja, se o proprietário do imóvel guardasse R$1,00 por dia, a prestação do seu patrimônio estaria liquidada.Brilhante idéia, visto que, milhares de pessoas não possuem um lar para chamar de seu.
Final de 2006 e do mandato da Garotinha, a idéia começou a ser posta em prática. A área desocupada ,que margeava as tão conhecidas Rua do Buraco e Estrada Santa Maria, começou a sofrer uma transformação. Ali seriam implantadas as casas populares ao preço do pãozinho matinal. As obras começaram com um inevitável atraso, já comum no setor público. A verba que não chega, a licitação que não saía ,enfim. As 76 moradias começaram a ser erguidas em passos lentos.
2007 chegara e de carona viera o novo governador do Estado. Ah! As obras!Muito comum nas sucessões governamentais, as obras do antecessor político parecem não existir.E como a queridíssima Garotinha foi-se embora,(graças ao meu bom Deus) logicamente a verba tomaria o mesmo rumo.
Resultado: o plano brilhante foi abortado. A empreitera responsável pela construção, não pôde mais construir pois a verba pegou a estrada. 76 moradias construídas, 3 com telhado, mas, sem portas e janelas.O restante só no "esqueleto". Este era o raio x do plano brilhante, idealizado pela gestão garotiniana. Era, desde meados de 2007 até o início de 2008, mais precisamente no mês de fevereiro.
O sonho da casa própia ,agora, está abandonado na estrada Santa Maria esquina com a rua do buraco. A consequência do abandono foi a invasão da propriedade, por populares revoltados com a situação. A polícia intervem diariamente não deixando as famílias invadirem as moradias, mas não impediram a formação de um acampamento nas redondezas do empreendimento.
Desse modo, a situação continua estática. Nem as famílias desistem da investida , e nem a polícia desiste de intervir na investida. Uma grande prova de resistência começou por volta de um mês e parece estar longe do fim.
Fica a pergunta: Que fim tomará a situação? Qual o parecer final?
Pelo menos pode-se destacar um ponto positivo da situação. Há agora policiamento ostensivo na região, coisa que nunca houve.
Figurinha repetida nos programas de habitação essa tal invasão ,hein!
quarta-feira, 5 de março de 2008
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